Tema de jogo da Rota do Cadaval – XI Aniversário Paintugal

Rota do Cadaval

Ao cair da noite formavam-se os grupos, traçavam-se caminhos, vigiava-se a Guarda Fiscal e desaparecia-se no escuro para ganhar a vida. A agricultura não dava e era necessário sustentar a família. Contrabandeava-se um pouco de tudo neste vai e vem constante pela raia…

Oriundos de famílias com poucos recursos, estes contrabandistas começavam por se agrupar em pequenas sociedades de familiares ou amigos e assumiam quase a única forma de vida que lhes garantia o sustento, que dificilmente poderiam obter na agricultura tradicional ou noutro tipo de atividade local.

Afastadas dos centros urbanos, estas populações raianas, à semelhança de outras regiões fronteiriças, encontravam no contrabando a forma de vida que lhes garantia assim o sustento. Dificilmente se pode analisar a estrutura social do contrabando sem a incluir na própria sociedade rural.

Contrabandistas
Rodeado de aspetos tão diferenciados, função dos inúmeros fatores em jogo, dos produtos transacionados, das classes sociais envolvidas, das épocas em que ocorreu ou ocorre, ou da grandeza dos negócios, o contrabando assume configurações sociais muito diversas de acordo com todas essas variáveis.

O contrabandista tanto pode ser visto como um verdadeiro herói, cheio de virtudes, de coragem e valentia, como de um simples marginal, criminoso, ladrão e manhoso. Tudo depende do ponto de vista e dos condicionalismos que ao contrabando estão associados.

Guarda Fiscal
A Guarda Fiscal era vista pela maior parte da população raiana como uma instituição invasora e cruel. Nas aldeias, onde as únicas instituições reconhecidas eram a Igreja e a Escola Primária, qualquer outra que se viesse a instalar seria estranha aos olhos da população.

O facto de toda a gente se conhecer e quase todos estarem ligados por laços de parentesco, fazia de qualquer intruso um bicho raro e estranho a quem até os cães ladravam.

Mais informação: http://rotadocadaval.paintugal.com

English version

By nightfall groups were formed, trails were drawn, the Fiscal Guard was watched and the groups would disappeared in the dark to make a living. The agriculture couldn’t provide and it was necessary to support the family. Smuggling a little bit of everything in this constant back and forth by the border.

From families with few resources, these smugglers began by herding in small societies of family or friends and assumed almost the only way of life that could guarantee their sustenance, that hardly could be achieved in the traditional agriculture or another type of local activity.

Away from the urban centers, these border populations, as in other border areas, found in smuggling the life form that could guarantee the sustenance. It is difficult to analyze the social structure of the contraband without including it in the rural society.

Smugglers

Surrounded by such differentiated aspects, depending on the number of factors in play, of products transacted, the social classes involved, of the times it occurred or occurs, or the greatness of business, smuggling takes very different social settings according to all these variables.

The smuggler can be seen as a true hero, full of virtues, courage and fortitude, or as a mere marginal, criminal, thief and sly. It all depends on your point of view and of the constraints that the smuggling are associated.

Fiscal Guards

The Fiscal guard was seen by most people of the border as an invasive and cruel institution . In the villages, where the only recognised institutions were the Church and primary school, any other that would try to install itself would be strange in the eyes of the population.

The fact that everyone know and almost all are linked by ties of kinship, made any intruder a strange and rare bug, who even dogs would bark to.

More info: http://rotadocadaval.paintugal.com

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